Gigante da Nasdaq firma parceria estratégica com empresa brasileira para explorar minerais críticos
A produtora de bromo e sal bruto listada na Nasdaq, Gulf Resources, anunciou em 26 de agosto de 2026 a sua entrada oficial no setor mineral brasileiro. O movimento se dará por meio de uma joint venture em parceria com a empresa brasileira Montes Verdes Participações, formalizada em um acordo de cooperação estratégica assinado no dia 20 de agosto.

A nova companhia conjunta tem como objetivo reunir os recursos minerais da parceira brasileira com a tecnologia, a experiência industrial e os canais comerciais da corporação asiática. Com o arranjo, a Gulf Resources busca expandir sua atuação internacional para além do mercado chinês e diversificar a geração de caixa.
O acordo estabelece metas ambiciosas para a operação: a Montes Verdes garantiu que os negócios integrados deverão gerar pelo menos US$ 180 milhões em receitas já em 2027, com uma projeção de crescimento anual de pelo menos 20% nos cinco anos subsequentes. A companhia fez questão de ressaltar que o montante não se trata de um aporte de capital no Brasil, mas sim de uma previsão mínima de faturamento para as atividades absorvidas.

Apesar do anúncio da parceria estratégica, os detalhes financeiros e operacionais ainda estão em aberto. As empresas não divulgaram o valor total que será investido, a fatia de participação societária de cada uma na nova estrutura e quais projetos específicos serão incorporados.
No comunicado oficial, a empresa chinesa reconheceu que sua condição de listada nos Estados Unidos e a forte concentração de seus negócios no mercado doméstico afetaram negativamente o desempenho de suas ações nos últimos anos. Agora, aproveitando a recuperação dos preços do bromo, a companhia aposta no mercado brasileiro — que conta com frentes de atuação em ouro, manganês, lítio, bromo e terras raras através da Montes Verdes — para mitigar essa dependência.
Até o momento, a Gulf Resources não especificou quando a joint venture será formalmente constituída, quais ativos exatos serão transferidos ou o cronograma de início da produção comercial no país.
Foto: Brasil de Fato.