Prefeito de Mucuri é alvo de ação de impugnação de mandato e desaparece do município; Câmara permanece em silêncio

Prefeito de Mucuri é alvo de ação de impugnação de mandato e desaparece do município; Câmara permanece em silêncio

O clima político em Mucuri ficou ainda mais tenso após a Justiça Eleitoral marcar para o próximo dia 24 de setembro a audiência de instrução da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) movida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) contra o prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa. A ação, que tramita na Zona Eleitoral de Mucuri/BA, questiona o mandato do chefe do Executivo municipal.

A situação ganhou novos contornos nos últimos dias, quando moradores começaram a relatar que o prefeito estaria ausente da cidade. Desde o início do ano não houve registro de compromissos oficiais ou reuniões públicas. Fontes ligadas à administração municipal confirmaram que o gabinete do prefeito que auxiliares têm evitado dar informações sobre o seu paradeiro.

A ausência do prefeito preocupa a população, já que a audiência marcada poderá ter impacto direto na continuidade de sua gestão. Até o momento, a Câmara de Vereadores não se manifestou oficialmente sobre o caso ou sobre a possibilidade de um afastamento temporário, o que tem gerado críticas por parte de lideranças comunitárias e da oposição.

“Estamos vivendo uma situação de instabilidade. O mínimo que esperamos é uma nota da Câmara informando o que está acontecendo e se a cidade corre o risco de ficar sem comando”, disse uma moradora, que preferiu não se identificar.

A audiência de instrução está agendada para o dia 24 de setembro, às 15h, no Cartório Eleitoral de Mucuri, e será conduzida pelo juiz eleitoral substituto Dr. Leandro Santos Vieira Coelho. O resultado poderá definir o futuro político da cidade, em um cenário já marcado por tensão e incerteza.

Foto: Instagram da Câmara de Mucuri.

Enquanto isso, servidores municipais relatam dificuldades para dar andamento a decisões administrativas sem o aval do prefeito. A população aguarda explicações oficiais, mas, por enquanto, o silêncio do Executivo e do Legislativo municipais continua alimentando especulações.

O processo tem como fundamento acusação de abuso de poder, o que, se confirmado, poderá resultar na cassação do mandato do prefeito.

Atlântico News / DA REDAÇÃO