Instituto Bahia engana milhares e foge com R$ 2,4 milhões em concurso cancelado na cidade de Conceição de Jacuípe

Instituto Bahia engana milhares e foge com R$ 2,4 milhões em concurso cancelado na cidade de Conceição de Jacuípe

O Instituto Bahia é o mesmo que realizou o concurso em Teixeira de Freitas e vem causando escândalos de fraudes e irregularidades sem precedentes por onde passa.

Milhares de pessoas que sonhavam com um emprego público em Conceição do Jacuípe, na Bahia, viram seus sonhos transformados em pesadelo e seus bolsos esvaziados por uma empresa com um histórico nebuloso, o agora chamado Instituto Exittus, antigo Instituto Bahia.

Após o cancelamento do concurso público da cidade de Conceição do Jacuipe em fevereiro de 2025, por conta de um festival de fraudes e irregularidades investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA),  os candidatos, já desiludidos, foram jogados em um abismo ainda maior, o calote milionário ou seja, mais de R$ 2,4 milhões de Reais arrecadados em taxas de inscrição simplesmente “desapareceram”, e passados os 60 dias prometidos para o reembolso, o Instituto se mantém em um silêncio ensurdecedor, ignorando o clamor das vítimas e as pilhas de reclamações no site Reclame Aqui.

A tragédia já parecia um golpe anunciado, pois a saga do concurso de Conceição do Jacuípe começou a desmoronar em janeiro de 2025, quando o MP-BA, através da Recomendação IDEA nº 003.9.538541/2024, exigiu a anulação do certame. A lista de aberrações era estarrecedora, irregularidades gritantes, que iam desde a suspeita de favorecimento de candidatos ligados à gestão da prefeita Tânia Yoshida (PSD) até a contratação do Instituto Bahia sem qualquer licitação, uma afronta flagrante à lei de licitações 14.133/2021 e à moralidade pública.

Como se não bastasse a sombra da corrupção, a organização do concurso foi um desastre, erros grotescos na divulgação dos locais de prova, questões que pareciam ter caído de marte de tão fora do edital, e o cúmulo da desumanidade, a total ausência de provas acessíveis para candidatos com deficiência visual, violando a Lei e o bom senso. 

Nesse cenário de caos e desrespeito, a fortuna de R$ 2.477.000,00 arrecadada em taxas se tornou o epicentro de um escândalo ainda maior, o não reembolso, que se arrasta por meses deixando milhares de pessoas indignadas e com a amarga sensação de terem sido roubadas em plena luz do dia.

O que se desenrola em Conceição do Jacuípe não é um caso isolado, mas sim mais um capítulo na sombria história do Instituto Bahia, apelidado pelas pessoas lesadas como oInstituto da Fraude,  que em uma manobra desesperada para tentar apagar seu passado, mudou de nome para Instituto Exittus, mas a ficha corrida é longa e pesada, e a má reputação segue seus passos deixando um rastro de escândalos pelo Nordeste..

Pouco tempo depois do escândalo na cidade de Conceição do Jacuípe, o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) impôs recentimente uma pesada medida cautelar contra a aludido Instituto, no último dia 24/10/2025, e  acabou suspendendo as novas nomeações do concurso da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas. Os motivos? Pasmem! Mais de 17 irregularidades, entre elas: a ausência de publicação sem aviso prévio, pesquisa de preços com empresas que não existiam, irregularidades fiscais e jurídicas, e até a eliminação inexplicável de um candidato aprovado em 1º lugar. O TCM apontou para homologações suspeitas e pagamentos antecipados que cheiravam a conluio. Um verdadeiro manual de como fraudar concursos.

O Instituto Bahia (ISBA), já em junho de 2025, estava sob os holofotes de uma investigação bombástica. O Ministério Público de Sergipe e o MP da Bahia deflagraram em conjunto a “Operação Gabarito”, cumprindo mandados em cidades baianas como Feira de Santana e Alagoinhas. A acusação era grave: uma organização criminosa que manipulava processos seletivos, vendia gabaritos e operava através de vínculos societários ocultos. Sete pessoas físicas e duas jurídicas foram alvo da operação. Para o GAECO o Instituto Bahia atua como um braço da máfia dos concursos.

Esse mesmo Instituto já teve vários outros concursos anulados, ou seja onde ele passa deixa um rastro de destruição que ninguém consegue mensurar onde vai parar, como o da cidade de  Riacho de Santana que também foi anulado, deixando uma trilha de frustração e prejuízo por onde passa.

A pergunta que todos fazem é: A Lei chegará a alcançar a todos os envolvidos? quais as sanções severas serão adotadas para os  “Caloteiros”?. A inação do Instituto Bahia/Exittus em não reembolsar os valores não é apenas um desrespeito, é um crime gravissimo. Seus representantes e o próprio Instituto estão expostos a uma enxurrada de sanções que podem levar seus responsáveis à prisão e à ruína financeira.

Milhares de ações de restituição de valores, individuais e coletivas, já estão na mira da Justiça buscando não só a devolução do dinheiro, mas também uma indenização pesada pelos danos materiais e morais causados a tantos candidatos.

A medida que o tempo passa,  o grito dos esquecidos a cada dia ecoa mas fotemente e o desespero só aumenta. “É uma vergonha, nosso dinheiro sumiu! pagamos caro, estudamos e agora ficamos sem o concurso e sem o nosso dinheiro. O Instituto Bahia nos roubou!”, desabafa Maria, uma das candidatas lesadas, com a voz embargada pela indignação. O silêncio do Instituto Bahia/Exittus é muito estranho, pois demonstra uma prova de seu desprezo pelas vítimas. 

O MP-BA que recomendou a anulação do concurso em Conceição do Jacuípe, por sua vez, deve agir com ainda mais rigor, garantindo que a recomendação de reembolso seja cumprida e que os responsáveis respondam por seus crimes.

crimes.

Segundo apurado pelo Zero Hora News o caso de Conceição do Jacuípe e a extensa ficha corrida do Instituto Bahia/Exittus atualmete, são apenas a ponta de um iceberg gigantesco da corrupção que assola os concursos públicos da Bahia e do Brasil. Enquanto a justiça não for célere e implacável, e enquanto Prefeituras, Câmaras e órgãos públicos continuarem a contratar empresas com histórico duvidoso e sem licitação transparente, o cidadão pagará a conta, e a credibilidade de todo o sistema será corroída. É preciso que o caso de Conceição do Jacuípe sirva de alerta para muitas cidades brasileiras.

O Zero Hora News entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Conceição de Jacuípe e também com MP para saber o psicionamento de ambos sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem, o espaço continua aberto caso queiram se manifestar.

A luta por justiça e pelo reembolso do dinheiro supostamente roubado continua em Conceição do Jacuípe, e a punição exemplar é a única forma de mostrar que a máfia dos concursos não passará impune.  

Atlântico News / REDAÇÃO