Prefeito de Mucuri é questionado sobre gastos com festas em meio à crise; julgamento será no dia 24 de setembro

Prefeito de Mucuri é questionado sobre gastos com festas em meio à crise; julgamento será no dia 24 de setembro

O prefeito de Mucuri, Roberto Carlos Figueiredo Costa, conhecido como Robertinho, volta a ser alvo de críticas e questionamentos em um momento delicado para o município. Ele já esteve à frente da prefeitura em quatro períodos diferentes:

1993 a 1996 2001 a 2004 2021 a 2024 E, após vencer as eleições novamente em 2024, iniciou em janeiro seu quarto mandato, que vai até 2028.

Nos dias 18 e 19 de setembro, a prefeitura utilizou suas redes sociais para se pronunciar sobre a grave crise financeira enfrentada pelo município. Segundo as informações, a situação é resultado da crise econômica que atinge alguns municípios da Bahia e de gestões anteriores, que deixaram um passivo próximo de R$ 1 bilhão.

De acordo com a atual administração, essa dívida está distribuída em mais de 6 mil processos judiciais, envolvendo precatórios, ações trabalhistas, financiamentos não quitados, acordos judiciais descumpridos, além de obrigações com o INSS e instituições bancárias, resultado de empréstimos feitos por ex-prefeitos. “O peso dessas dívidas ameaça a estabilidade financeira da Prefeitura Municipal”, afirmou a gestão em sua publicação no site oficial da prefeitura de Mucuri.

A matéria divulgada pela Prefeitura, publicada no dia 19 de setembro, citou a FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) como fonte dos dados sobre a crise no estado da Bahia, justificando que a situação local seria um reflexo do cenário estadual.

No entanto, a população não parece convencida. Internautas têm cobrado providências imediatas para garantir o funcionamento dos serviços essenciais e exigem que a Câmara de Vereadores intensifique a fiscalização das ações do Executivo. Parte dos vereadores, porém, encontra-se fora do município, participando do evento Conexão CNM, em Salvador, alegando estar “adquirindo conhecimento para trabalhar por uma Mucuri mais forte” – justificativa dada para a ausência da sessão legislativa que deveria ocorrer justamente na semana do julgamento do prefeito municipal e que levantou questionamentos na população sobre a coincidência dos fatos.

“Eles estão fugindo de falar com a gente”. Relatou um morador.

Em meio a esse cenário, crescem os questionamentos: por que o prefeito, sabendo da gravidade da crise, promoveu tantas festas e eventos caros ao longo de seus mandatos?

A polêmica se intensifica às vésperas do julgamento de Robertinho, marcado para o dia 24 de setembro, às 15 horas, em audiência semi-presencial. Há possibilidade de que ele não compareça fisicamente ao tribunal, o que já levanta especulações: estaria o prefeito com medo de se expor publicamente diante da crise e das denúncias que enfrenta?

Com o julgamento se aproximando, a pressão da sociedade cresce para que haja mais transparência e responsabilidade na condução da administração municipal. A expectativa é de que, desta vez, o prefeito se posicione de forma clara e que o Legislativo cumpra seu papel de fiscalizar e cobrar explicações.

Atlântico News / DA REDAÇÃO