Toffoli se declara suspeito

Toffoli se declara suspeito

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para participar do julgamento que decidirá se será mantida a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. A análise está marcada para a próxima sexta-feira (13).

A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça e será avaliada pela Segunda Turma da Corte em sessão virtual, com início previsto para as 11h. Com a saída de Toffoli do caso, participarão da votação os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.

Na decisão, Toffoli afirmou que se afasta do processo por motivo de foro íntimo, citando o artigo 145 do Código de Processo Civil.

A suspeição ocorre após a Polícia Federal do Brasil identificar menções ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido durante a operação que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

CPI do Banco Master

Além do julgamento sobre a prisão do banqueiro, Toffoli também se declarou suspeito para analisar um mandado de segurança que pede ao Câmara dos Deputados do Brasil a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades no Banco Master.

Inicialmente, o ministro havia sido escolhido relator da ação por sorteio eletrônico realizado pelo STF nesta quarta-feira (11). No entanto, após a declaração de suspeição, o processo foi redistribuído e passou para o ministro Cristiano Zanin.

No mês passado, Toffoli já havia deixado a relatoria das investigações depois que a Polícia Federal informou ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre a existência de mensagens citando o ministro no aparelho de Vorcaro. O celular foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

Outro ponto citado na investigação é a ligação indireta entre o ministro e um empreendimento turístico no Paraná. Toffoli é um dos sócios do Resort Tayayá, empreendimento que foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e que também está sob investigação da Polícia Federal.

Com informações da Agência Brasil.

Atlântico News / REDAÇÃO