Brasileiros são levados para traficar orgãos na África do sul.

rim


“Um rim por 6 mil dólares”. Esse foi o preço relatado pelos brasileiros aliciados.
Uma CPI foi instaurada pela Polícia Federal e a câmara dos deputados para investigar o aliciamento de pessoas em Recife.


Os doadores eram abordados de porta em porta, nas periferias e nos bairros pobres da região, com uma promessa de uma vida melhor. De acordo com a PF, as vítimas estavam desempregadas ou individadas e alegaram não saber que estavam cometendo um crime.

As vítimas passavam por exames de sangue para verificar a saúde e a compatibilidade sanguïnea. Se aprovadas,eram levadas para Durban, África do Sul, onde o rim era retirado,
de acordo com a investigação, Gedálya Tauber, major da reserva do Exercito de Israel, e Ivan Bonifácio da Silva, capitão da
reserva da Polícia militar de Pernambuco estavam a frente do esquema.

De acordo com a Polícia Federal e os relatos sobre o esquema, um doador recebia entre 6 mil a 10 mil dólares, o intermediário recebia 2 mil dólares por pessoa encaminhada. O rim era vendido aos receptores por outro preço, cerca de 120 mil dólares.

Cerca de 200 pacientes foram levados para a África para receber rins de doadores vivos e quase todos eram cidadãos Israelenses.

Doadores Israelenses recebiam cerca de 20 mil dólares e os brasileiros recebiam em média 6 mil dólares. Cinco dessses doadores eram menores de idade. 27 pessoas foram indiciadas e 11 foram presas na operação. o grupo movimentou cerca de 4,5 milhões de dólares em dois anos e venderam cerca de 30 rins.

Na África do Sul, a Netcare Kwa-Zulu declarou-se culpada de 102 acusações, pagou uma multa e teve seus valores confiscados. 15 Brasileiros foram levados a julgamento acusados de vender os próprios rins e foram absolvidos e a juíza registrou na decisão que eles tinham ficado com graves problemas de saúde.