Greve dos bancários ganha força e paralisações começam em diferentes estados; veja onde haverá suspensão

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A greve dos bancários começou a ganhar força em diferentes regiões do país. As primeiras paralisações tiveram início na última sexta-feira (4), no Pará, e novas mobilizações começam nesta terça-feira (8) e ao longo da semana.

O movimento faz parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e reúne, principalmente, trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Como a decisão é tomada por cada sindicato, a adesão não será igual em todo o país. Em algumas cidades, as agências podem fechar completamente; em outras, o atendimento pode funcionar de forma parcial.

A maior concentração de paralisações está prevista para quinta-feira (10), quando diversas bases sindicais devem iniciar greves por tempo indeterminado.

Quando começou a greve dos bancos?

O calendário não é igual em todos os estados.

No Pará, a paralisação começou em 4 de setembro e envolve agências de bancos públicos e privados, com exceção do Banpará.

Já nesta terça-feira (8), a greve começa em bases do Maranhão e do Rio Grande do Norte, além dos empregados da Caixa Econômica em Goiás.

A quinta-feira (10), porém, deve marcar o início da maior parte das paralisações. Em várias regiões, trabalhadores da Caixa e do Banco do Brasil aprovaram movimentos por tempo indeterminado.

A greve dos bancários é prevista pelo artigo 9º da Constituição Federal e regulamentada pela Lei nº 7.783/1989, conhecida como Lei de Greve.

Como a compensação bancária é considerada atividade essencial, a legislação determina a manutenção de equipes mínimas para garantir os serviços indispensáveis durante a paralisação.

Caixa Econômica vai entrar em greve?

Sim. A Caixa Econômica Federal está entre as instituições com maior número de bases sindicais mobilizadas.

Até o momento, trabalhadores de 93 bases sindicais aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro.

Em outras 35 bases, os empregados rejeitaram a proposta apresentada inicialmente, mas decidiram continuar negociando antes de iniciar uma paralisação.

Entre os principais pontos em discussão estão questões relacionadas ao plano de saúde, carreira, salários, remuneração, condições de trabalho e manutenção de direitos.

Veja onde a greve já foi confirmada

A adesão à paralisação varia conforme as decisões tomadas por cada sindicato. Confira as regiões que já confirmaram o movimento e as respectivas datas:

EstadoInício da paralisação
Pará4 de setembro — greve já iniciada
Maranhão8 de setembro
Rio Grande do Norte8 de setembro
Goiás8 de setembro — Caixa Econômica
Espírito Santo10 de setembro — Caixa, Banco do Brasil, Banestes e Banco do Nordeste
Rio de Janeiro10 de setembro — Caixa na base da capital
São Paulo10 de setembro — bases da Caixa Econômica
Bahia10 de setembro — Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste
Ceará10 de setembro — Caixa e Banco do Brasil
Paraíba10 de setembro — Caixa e Banco do Brasil nas bases que aprovaram
Alagoas10 de setembro — Caixa Econômica
Pernambuco10 de setembro — Caixa Econômica
Piauí10 de setembro — Caixa e Banco do Brasil nas bases com aprovação
Sergipe10 de setembro — Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste
Tocantins10 de setembro — Caixa e Banco do Brasil
Minas Gerais10 de setembro — Caixa e Banco do Brasil em Belo Horizonte e região
Distrito Federal10 de setembro — Caixa Econômica
Paraná10 de setembro — bases regionais da Caixa Econômica
Mato Grosso do SulA definir — bases aprovaram indicativo e aguardam assembleias

Até o momento, Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não registraram aprovação de uma greve geral nas principais bases sindicais.

O cenário, no entanto, ainda pode mudar. Novas assembleias e negociações podem resultar na adesão de outras regiões ou até alterar decisões já anunciadas.

O que funciona durante a greve?

A paralisação deve afetar principalmente o atendimento presencial nas agências. O impacto, porém, dependerá da adesão dos funcionários em cada unidade.

Na prática, uma agência pode fechar enquanto outra, na mesma cidade, continua funcionando parcialmente ou normalmente.

Os canais digitais dos bancos seguem disponíveis, incluindo:

  • Pix;
  • aplicativos bancários;
  • internet banking;
  • transferências;
  • pagamentos com cartão;
  • caixas eletrônicos;
  • pagamento de boletos pelos canais disponíveis.

Por isso, mesmo com a suspensão do atendimento presencial, boa parte das operações bancárias poderá continuar sendo feita de forma digital.

Tenho uma conta vencendo durante a greve. O que fazer?

A greve não muda automaticamente a data de vencimento de boletos, contas e outras cobranças. Por isso, quem tem um pagamento previsto para os próximos dias deve tentar quitar a conta dentro do prazo.

Aplicativos bancários, internet banking, Pix e caixas eletrônicos continuam sendo alternativas para realizar os pagamentos.

Se a operação precisar ser feita presencialmente e a agência estiver fechada, também é possível verificar a disponibilidade de outros pontos de atendimento, como casas lotéricas e estabelecimentos conveniados.

Caso o consumidor não tenha conseguido pagar porque não havia nenhum meio disponível, a orientação é guardar os comprovantes e, se houver cobrança de multa ou juros, procurar a instituição para contestar os valores.

O artigo 396 do Código Civil estabelece que não há mora quando o atraso ocorre por circunstâncias que não dependem do devedor. Já o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) trata de práticas abusivas e da exigência de vantagens excessivas.

Em outras palavras: se o consumidor realmente não teve nenhuma alternativa para efetuar o pagamento por causa da paralisação, é possível questionar eventuais encargos cobrados pelo atraso.