Jovem sofre queda de prédio em Mucuri.

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Uma jovem de 19 anos, sofreu uma queda de 6 metros, de um prédio, na noite desta quarta-feira (12/08), no bairro Cidade Nova, no distrito de Itabatã. A jovem foi encaminhada pelo samu ao Hospital São José, onde foi prontamente atendida. Devido a gravidade da situação, a jovem precisou ser transferida para o Hospital Costa das baleias, em Teixeira de Freitas.

Familiares relataram uma demora na transferência devido a falta de uma ambulância, do tipo UTI móvel, e se mobilizaram para fazer uma vaquinha no intuito de contratar uma ambulância particular, para que a transferência fosse mais rápida possível pois, temiam que a situação da jovem se agravasse.

A equipe do Atlântico News procurou a Secretaria Municipal de Saúde de Mucuri. Em nota, eles deram sua versão dos fatos ocorridos sobre o caso. Nós também procuramos a família da vítima e postaremos a seguir ambas as versões.

A Secretaria Municipal de Saúde relata que, de acordo com as informações prestadas pela equipe de SAMU-192, por volta das 19h10, a equipe foi acionada para atender uma ocorrência envolvendo uma jovem que havia sofrido uma queda de aproximadamente seis metros, do segundo andar de um prédio. No local, a paciente encontrava-se consciente, com recuperação progressiva do nível de consciência, no entanto, apresentava quadro de confusão mental. Segundo informações repassadas pelos familiares à equipe de atendimento, o episódio teria ocorrido em contexto compatível com tentativa de suicídio – mas novas versões da própria família dão conta de que a moça estava dançando na sacada do prédio e comendo um salgado e, possivelmente desequilibrou e caiu. O socorro foi realizado imediatamente e a paciente encaminhada ao Hospital São José de Itabatã, onde deu entrada às 19h35 conforme código de ocorrência nº 5005511, ainda consciente e reconhecendo os familiares.

Na versão da família, o horário do acidente foi por volta de 18:30 e o SAMU demorou aproximadante 15 minutos para chegar ao local. A família também relata que a queda foi do 3° piso.

Esclarecimento sobre a altura da queda: a contagem do Samu sobre a altura do prédio, refere-se a térreo (equivalente ao primeiro andar), primeiro piso (equivalente ao segundo andar) e segundo piso (equivalente ao terceiro andar), explicação dada para indentificar o andar onde ocorreu a queda.

Na unidade hospitalar, a equipe médica, sob coordenação do Dr. Ruan de Oliveira Santos, alega que iniciou os procedimentos clínicos e exames de imagem necessários para avaliação da extensão dos traumas e que durante a investigação, foram identificadas fratura do fêmur direito, suspeita de fraturas nos ossos da perna direita e suspeita de lesão no anel pélvico, sem evidência inicial de sangramento ativo. Diante da complexidade do quadro e da necessidade de procedimentos de maior porte, a equipe médica recomendou a transferência da paciente para uma unidade hospitalar de referência.

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Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Mucuri alega que imediatamente realizou a regulação da paciente junto ao Sistema de Regulação de Urgência e Emergência (SUREM) da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), buscando uma vaga em unidade hospitalar da rede estadual. Em menos de duas horas, o Estado autorizou a transferência para o Hospital Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, disponibilizando a vaga e garantindo a retaguarda hospitalar para o atendimento especializado.

Entretanto, foi relatado que durante o período de espera pela remoção, o quadro clínico da paciente apresentou agravamento, com evolução para suspeita de politrauma de alta energia, perda de consciência e alteração do estado neurológico, inclusive com episódios em que passou a chamar pelo avô, já falecido, levantando a suspeita de possível hemorragia cerebral. Diante dessa evolução clínica, a equipe médica do Hospital São José de Itabatã determinou que a transferência somente poderia ser realizada com suporte de uma Ambulância UTI, condição necessária para garantir a segurança da paciente durante o deslocamento.

Em sua versão, a família contradiz o relato, alegando que a paciente não efetuou nenhum tipo de exame de imagem ou de sangue no local, e que os procedimentos somente foram adotados após a chegada da paciente ao Hospital Costa das Baleias.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde relata que os municípios não possuem ambulâncias UTI e todas as transferências inter-hospitalares em Ambulância UTI são realizadas, no âmbito da rede pública, mediante a estrutura de remoção disponibilizada pelo Estado. Naquele momento, a GAMA Saúde, empresa responsável por serviços de UTI móvel para remoções inter-hospitalares e emergências 24 horas para o Estado da Bahia, informou que suas unidades de UTI Móvel disponíveis estavam empenhadas em outras ocorrências na região extremo sul. Diante da necessidade de uma resposta imediata e considerando o agravamento do quadro clínico, familiares e amigos da paciente buscaram, em caráter emergencial, numa atitude acertada, uma alternativa particular, contratando uma Ambulância UTI para realizar a transferência de Itabatã ao Hospital Costa das Baleias, onde a vaga já estava regulada e a equipe médica aguardava a chegada da paciente. Assim foi o relato.

Na versão da família, eles alegam que não tem conhecimento sobre os fatos refrentes ao quadro de perda de conciência da pasciente. Eles disseram que em momento algum identificaram a situação relatada pelo Hospital São José e que a jovem estava agindo normalmente e mantendo o diálogo como era de costume, que não relataram nenhum episódio fora da normalidade no comportamento da paciente, que desconhecem esses fatos. Que foram avisados por volta das 19:00 que uma ambulância estaria a caminho e que somente por volta das 22:00 que foram informados de que não havia UTI móvel disponível no momento para o translado da paciente, o que motivou a mobilização em prol da vaquinha para arcar com a despesa da ambulância particular da SEPACO. O custo para a transferência foi de R$5.350,00 e a população se mobilizou para ajudar com as custas.

A Secretaria Municipal de Saúde de Mucuri informa a este véiculo de comunicação que, desde o primeiro atendimento, todas as medidas cabíveis foram adotadas dentro das atribuições municipais, que seguiu devidamente o cronograma adotado pelo estado, com acionamento imediato da rede de urgência, atendimento hospitalar, regulação junto à SESAB e articulação para viabilizar a transferência para uma unidade de maior complexidade.

A família relata indignação com a falta de comunicação e demora para transferência da paciente e ressalva que temiam pela perda da familiar.

O estado de sáude da jovem é grave porém, estável. A familia da paciente informou que, de acordo com o relatório médico hospitalar, serão necessarias 3 cirurgias para sua recuperação e que ela está em aguardo de uma avaliação neurológica e pré operatória para que as cirurgias aconteçam.

Este veículo segue aberto para mais versões dos fatos.