Prisão de casal marca desfecho de investigação sobre abuso infantil em Prado
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Uma operação da Polícia Civil da Bahia, deflagrada nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, resultou na captura de um casal suspeito de envolvimento em um crime de estupro de vulnerável contra uma menina de oito anos. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos após dois meses de apurações intensas pela Delegacia Territorial de Prado.
As investigações tiveram início no dia 12 de maio deste ano. O inquérito aponta que a criança teria sido vítima de abusos sexuais cometidos pelo padrasto, Luciano da Costa Santos, conhecido como “Branco”.
Um dos pontos mais críticos do trabalho policial foi a descoberta da negligência por parte da mãe da vítima, Cristiane Conceição dos Santos. Segundo as autoridades, a genitora, mesmo ciente da situação, teria retirado a filha de um ambiente seguro de acolhimento para devolvê-la ao convívio direto com o suspeito. Provas cruciais, incluindo depoimentos e o registro em áudio da própria mãe confirmando a prática criminosa, sustentaram o pedido de prisão.
Em uma ação estratégica realizada em conjunto com o Conselho Tutelar, a criança foi resgatada e colocada em um ambiente seguro, longe do alcance dos investigados. Após o resgate, o casal fugiu da cidade, o que motivou a representação pela prisão preventiva. Com o parecer favorável do Ministério Público da Bahia, o Judiciário expediu as ordens de prisão, que foram executadas hoje.
Depoimentos contraditórios
Durante o interrogatório, as versões apresentadas pelo casal apresentaram divergências significativas. Amãe negou ter testemunhado qualquer comportamento ilícito por parte de seu companheiro. O padrasto inicialmente negou as acusações, mas, diante das evidências, alegou ter consumido entorpecentes (“cocaína misturada”), afirmando não ter lembrança dos fatos, com exceção de um desentendimento físico com a companheira no local do ocorrido.
Os dois detidos foram transferidos para a carceragem da 8ª Coordenadoria de Polícia Civil (Coorpin), em Teixeira de Freitas. Eles seguem à disposição da Justiça e responderão por seus atos, enquanto o caso segue sob sigilo para preservar a identidade da vítima.